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Grafeno o início da revolução

 O grafeno é visto por muita gente como uma das maiores invenções científicas dos últimos tempos. Trata-se de um material muito leve, fino, transparente e mais resistente do que o aço — além disso, ele é um excelente condutor de calor e eletricidade, o que o torna perfeito para a fabricação de semicondutores (ou seja, chips para eletrônicos). Não é à toa que cientistas preveem a substituição do silício por grafeno em um futuro próximo. 

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 O que você provavelmente não sabe é o quão difícil é produzir grafeno em um laboratório. Assistindo ao vídeo abaixo (uma cortesia do canal Science Channel), você pode ter uma breve ideia sobre como funciona esse processo tão trabalhoso. Primeiramente, uma folha de cobre (protegida por uma cápsula) é trancada dentro de uma fornalha, e gás árgon é utilizado para retirar todo o oxigênio do recipiente.Isso causa uma reação que deposita grafeno sobre o cobre. A folha recebe algumas gotas de plástico líquido e é posicionada em uma máquina capaz de girar a 3 mil rotações por minuto (com isso, o plástico se espalha pelo cobre e seca com agilidade). Agora é preciso separar o plástico com grafeno da folha metálica, aplicando o “sanduíche” na água com a ajuda de pinças elétricas (que criam bolhas no líquido para que o grafeno flutue). 

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Centro de Pesquisa eleva patamar científico do Brasil

 O MackGraphe marca um momento histórico não só para a universidade, mas também para o país, pois apresenta ao Brasil, em um momento de crise e poucas perspectivas econômicas, uma oportunidade de se juntar às grandes potencias cientificas mundiais nesse mercado de grafeno que movimentará, em 10 anos até US$ 1 trilhão.Além do evento inaugural, na quinta-feira (3), o MackGraphe oferece uma Mesa Redonda com Sir Andre Geim - honrado com o Prêmio Nobel em Física em 2010 - professores de grandes agências de fomento e especialistas do Instituto. O segundo dia de cerimônias tem como objetivo discutir tendências e explorar as perspectivas do avanço científico e estrutural proporcionados pela criação de um centro de pesquisa de tamanha importância no país. De acordo com Antonio Hélio de Castro Neto, físico e atual diretor do Centre for Advanced 2D Materials da National University of Singapore a universidade toma um passo histórico em termos de ciência e tecnologia na América Latina com a chegada do MackGraphe, uma vez que existem apenas seis centros de pesquisa do grafeno e, nenhum deles, criados por uma universidade privada, com recursos próprios, visando desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil.Castro Neto aponta, ainda, para a importância de adaptar a pesquisa aos moldes nacionais: “Para o MackGraphe ter efetividade, a tecnologia do grafeno deve ser aplicada no contexto da economia brasileira, como ocorre em nações que já exploram o material; Estados Unidos, Inglaterra, Coréia, e Cingapura”, completa.GRAFENO
O grafeno é uma das formas cristalinas do carbono, assim como o diamante, o grafite, os nanotubos de carbono e fulerenos. O grafeno de alta qualidade é muito forte, leve, quase transparente, um excelente condutor de calor e eletricidade. É o material mais forte já demonstrado, consistindo em uma folha plana de átomos de carbono densamente compactados em uma grade de duas dimensões.[1] É um ingrediente para materiais de grafite de outras dimensões, como fulerenos 0D, nanotubos 1D ou grafite 3D.